Fiz uma enquete com as amigas. Tem o chatinho, o chato médio e o chato insuportável – que nem os amigos homens de infância aguentam. Como age aquele que leva a mulher a se desapaixonar com o tempo, a ficar com baixa autoestima, a se encantar com aquele colega de trabalho ou a pensar em se tornar lésbica?
O chato…
- Nunca encontra nada e pergunta sempre onde está tudo, mesmo que esteja diante de seus olhos, ou logo abaixo da superfície de uma gaveta. “Onde está o cotonete? Onde está a pasta de dente? Onde estão as meias cinzas? Onde está o remédio de dor de cabeça?”
- Implica com a empregada. “Ela não sabe passar roupa, e essa mancha na camiseta é água sanitária?, ela vive quebrando copo, né?, não estamos pagando muito não?.”
- É monotemático na conversa. Só fala de futebol. Só fala de carro. Só fala de golfe. Só fala de Bolsa. Só fala dele (esse é o pior). Se acha.
- O porta-voz: ele interrompe a mulher e resolve falar por ela, exatamente no momento em que ela está explicando, de seu jeito, um projeto dela. É constrangedor.
- Sempre reclama da comida, por mais que a mulher se esmere; no meio da refeição inovadora, comenta: “ficou meio salgado esse feijão, né?”
- Fala o tempo todo do trabalho, do chefe, dos subordinados, da grana, mesmo nos fins de semana. Fulaninho isso, fulaninha aquilo. Não consegue desligar.
- Tem uma síncope com qualquer arranhãozinho no carro se você abre a porta e encosta na árvore.
- Não suporta quando a mulher tem dificuldade de encontrar o celular tocando na bolsa.
- Não consegue deixar passar uma bunda sem conferir por trás na rua, ou pelo espelho retrovisor se estiver dirigindo. “Achei que fosse uma amiga minha.”
- Tudo dele é importante mas, quando a mulher fala de seu próprio trabalho, desliga total ou minimiza. “É bobagem, larga esse trabalho, você não ganha muito mesmo.”
- Quando chega em casa, liga a televisão, “amor, aproveita que você está em pé e pega uma cerveja”, “a que horas sai a janta?”, depois volta para o sofá e apaga.
- Implica com a enteada e com o jeito da mulher de ser mãe: “Você não sabe controlar essa menina, é muito mole, tem que ter mais rigor, ah se fosse minha filha...”
- Discute no trânsito e se vinga fechando o outro, abaixa a janela do carro pra xingar.
- Diz, quando os dois já estão na porta prestes a sair: “Mas você vai assim?”, sem especificar exatamente o problema.
- Anda sempre à frente da mulher na rua, nunca ao lado – mas, se for uma amiga, torna-se o gentleman em pessoa, vira Cary Grant.
- Jamais divide tarefas domésticas, quase nem passa da sala para a cozinha, e continua achando que trocar fralda (com cocô) só a mulher tem a técnica.
- Dá importância sobrenatural a colarinho, gravata e abotoadura.
Homens, portanto, podem ser tão incrivelmente chatos quanto mulheres. Chatice não é uma questão de gênero. Assim, se é para dar certo, vamos tentar sempre não sucumbir a essas manias que a maioria dos casais desenvolve com o tempo e com a danada da intimidade: implicar um com o outro, esquecer o prazer da companhia, ignorar as pequenas delicadezas, não fazer concessões, falar e não escutar, olhar e não ver... cobrar, cobrar, cobrar...
(Mulher 7X7)
Domingo, Julho 05, 2009
Quarta-feira, Julho 01, 2009
Relacionamento amoroso reduz impacto do estresse
Ter um bom relacionamento com o parceiro pode ajudar a reduzir os impactos do estresse causado pelo trabalho, segundo estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. “Os relacionamentos reduzem os efeitos negativos desse tipo de estresse na saúde, mas relações ruins irão ampliar os efeitos negativos”, destacou a pesquisadora Ann-Christine Andersson. Em pesquisa com cerca de 900 pessoas, os especialistas notaram que aqueles que relatavam viver um bom relacionamento tinham melhor saúde do que os que tinham relações problemáticas. Mulheres em relacionamentos ruins teriam mais ansiedade, reações de estresse mental e problemas de sono. Os homens tinham mais depressão, ansiedade e estresse psicológico e somático. Os pesquisadores destacam que, após ser expostos ao estresse, o corpo deve se recuperar e recarregar energias, mas se não há a possibilidade de fazê-lo em casa, em relações pessoais agradáveis, esse desequilíbrio pode causar sérios problemas de saúde física e mental.
(ScienceDaily, 29 de junho de 2009)
Nota: Um bom relacionamento conjugal depende de esforço, dedicação, diálogo e doação. Quando Deus está presente no casamento, as pessoas desenvolvem os atributos necessários para realmente fazer o outro feliz. A Bíblia já recomendava há muito tempo: "Não é bom que o homem esteja só" (Gênesis 2:18). "Alegra-te com a mulher da tua mocidade" (Provérbios 5:18). O ambiente em que há união, felicidade, compreensão e espiritualidade equivale a um oásis ao qual podemos retornar diariamente depois de travar as batalhas do dia a dia.[MB]
Domingo, Junho 21, 2009
Filhos de pais que brigam têm comportamento de risco
Crianças que vivem em casas onde o ambiente é hostil têm maiores chances de se envolverem com drogas e se tornarem sexualmente ativos ainda muito jovens, de acordo com uma pesquisa. Também se constatou que elas têm um terço a mais de chances de se tornarem alcoólatras, em comparação a crianças criadas por pais solteiros. O estudo realizado por Kelly Musick, da Universidade Cornell, em Nova York, mostrou que crianças criadas em lares violentos têm maiores riscos de terem problemas mentais, comportamentais e de relacionamento. O estudo chegou à conclusão de que crianças criadas em lares mais tranquilos, apenas com o pai ou a mãe, têm melhores chances de ir bem na escola, em comparação com aquelas criadas em lares conflituosos.Uma em cada cinco crianças de famílias infelizes afirmaram ter feito sexo antes dos 16 aos, e a mesma porcentagem registrou morar com um companheiro aos 21 anos. Quase uma em cada dez pessoas tiveram filhos fora do casamento.
“Nossos resultados mostram claramente que, embora as crianças tendam a ter vidas melhores com os pais casados, as vantagens de viver com eles não são adequadas a todas as crianças”, afirma Musick. O estudo utilizou dados de entrevistas feitas com quase duas mil famílias, e estudou crianças desde os quatro até 34 anos de idade.
(Hypescience)
Crianças que jantam com pais têm notas melhores
Um estudo britânico afirma que crianças inglesas que sentam à mesa junto com os pais todas as noites para jantar obtêm notas melhores na escola do que as demais. O levantamento intitulado "As atividades e experiências das crianças de 16 anos na Inglaterra em 2007", publicado pelo departamento de Crianças, Escolas e Família do governo britânico, foi feito com 20 mil alunos ingleses. "Há uma forte relação entre refeições regulares à noite com a família e o desempenho no GCSE (os exames escolares feitos por todos os secundaristas na Grã-Bretanha)", afirma o relatório. "Metade dos que quase sempre têm uma refeição com a família à noite obtiveram nota 8 ou superior no GCSE, comparado com quase um terço das crianças que quase nunca têm (refeições com a família à noite)." As estatísticas indicaram que uma boa relação dos filhos com os pais tem resultado direto no desempenho escolar. A pesquisa sugere ainda que as crianças que têm limite de horário para sair à noite têm desempenho melhor na escola. Segundo os dados, 60% das crianças com notas altas tem hora determinada pelos pais para voltar para casa. (...)
(BBC Brasil)
Domingo, Junho 07, 2009
Brigas dos pais e problemas mentais nos filhos
Pessoas cujos pais costumam ser violentos entre si são mais propensas a ter problemas de saúde mental na idade adulta, segundo estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health. A análise de mais de três mil pessoas vivendo em Paris mostrou que aquelas que presenciaram brigas dos pais na infância tinham mais chances de ter depressão, de estar envolvido em violência conjugal e de ser alcoólatra na idade adulta. Em entrevistas com os participantes, os especialistas notaram que 16% haviam testemunhado, antes dos 18 anos de idade, casos de violência entre os pais. E esse fato era mais comum em situações específicas – era, por exemplo, oito vezes mais comum quando os pais eram alcoólatras; e também muito comum em famílias com problemas financeiros, onde havia algum caso de doença grave e desemprego. As análises indicaram que aqueles que haviam presenciado brigas dos pais tinham 1,4 vezes maior risco de ter depressão, eram mais de três vezes mais propensos a também estarem envolvidos em violência conjugal, eram mais de três vezes mais propensos a maltratar o próprio filho, e tinham 1,75 vezes mais chances de ser dependentes de álcool na idade adulta.
"A intensificação da triagem e prevenção da violência doméstica, incluindo a violência entre os pais, é uma questão de saúde pública para o bem-estar de futuras gerações", concluíram os autores.
(EurekAlert, 27 de maio de 2009)
Quarta-feira, Maio 13, 2009
Você faz sexo COM prazer ou POR prazer?
Uma das perguntas mais frequentes que recebo diz respeito à maneira de se fazer sexo. Cada e-mail e carta que leio fazem com que reforce minha opinião de que as igrejas precisam investir ainda mais em cursos preparatórios para o casamento. Quero que a resposta a seguir lhe motive a continuar em sua busca pelas orientações de Deus referentes ao ato conjugal. Recomendo que leia bons livros cristãos com seu cônjuge (ou quando estiver no noivado), o que será uma forma agradável (e correta) de aprender sobre um aspecto tão importante da vida.
Vamos à pergunta: “É pecado praticar sexo oral e sexo anal?”
O sexo é um presente de Deus para os casais casados (Gênesis 2:24) dado para a procriação (Gênesis 1:28) e para o prazer e deleite (Provérbios 5:18, 19; livro de Cantares). Portanto, a relação sexual dentro do contexto do casamento, que envolve segurança, não é pecado.
Sobre a forma de praticar o sexo, a Bíblia apresenta alguns conselhos. Deus, o criador do prazer sexual, projetou nosso corpo para que possa desfrutar da relação da maneira mais prazerosa e saudável.
A Bíblia CONDENA:
1) O sexo anal - 1Co 6:9 (termo “sodomia”). O ânus não possui lubrificação própria e não foi projetado pelo Criador para ser penetrado com o pênis, algo doloroso para a grande maioria das mulheres. Especialistas dizem que os músculos dessa região do corpo ficam mais fracos, causando dificuldades para segurar as fezes. Além disso, as bactérias anais, quando entram em contato com a vagina durante a penetração vaginal, produzem infecções, e bem desagradáveis. O corpo é o templo do Espírito Santo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20), ou seja, SAGRADO. Não deve sofrer lesões e precisa ser cuidado para que qualquer tipo de infecção não prejudique seu bom funcionamento.
2) Sexo durante o período menstrual - Lv 18:20. As paredes vaginais ficam sensíveis durante o período menstrual e a penetração pode causar maiores sangramentos. Algumas mulheres que têm grande vontade de fazer sexo nesse período optam por ser acariciadas manualmente pelo marido quando há uma pequena pausa na menstruação. Outras, inclusive os maridos, não suportam nem pensar em tal possibilidade de satisfação.
Para mais informações sobre práticas sexuais ilícitas, ler todo o capítulo 18 de Levítico.
A Bíblia NÃO SE POSICIONA:
1) Sobre o sexo oral - os especialistas cristãos diferem em seus pontos de vista sobre este assunto. Alguns acham que não há problemas em o casal fazer carícias orais antes da penetração se ambos forem pessoas saudáveis. Outros acreditam que os tecidos bucais não são resistentes às bactérias genitais e, portanto, não recomendam.
2) Sobre o tipo de posição que o casal pode adotar ao fazer sexo.
1 Coríntios 7:3-5 apresenta orientações que podem ajudar o casal a decidir sobre como dar prazer ao outro (o sexo não pode ser egoísta):
a) Verso 3 - cada um deve conceder aquilo que é devido à pessoa amada. Marido e mulher precisam entrar num consenso ao expor a forma como gostariam de ser acariciados (com carícias orais ou não).
b) Verso 4 - tanto um quanto o outro têm o dever de satisfazer o desejo sexual do outro, quando houver condições físicas e psicológicas para isso, é claro.$
c) Verso 5 - marido e mulher não devem ficar muito tempo sem fazer sexo porque satanás pode aproveitar a situação e colocar outra pessoa no caminho.
Concluindo: o casal cristão não deve praticar aquilo que Deus condena na Bíblia e, sobre aquilo que não foi relevado, ambos precisam dialogar e decidir JUNTOS, considerando o princípio de Romanos 14:22, 23. JAMAIS o cônjuge deve ser pressionado ou obrigado a fazer aquilo que não quer, pois não respeitar a sensibilidade e a consciência moral do outro se constitui em GRAVE pecado.
(Leandro Soares de Quadros, para o Advir)
Vamos à pergunta: “É pecado praticar sexo oral e sexo anal?”
O sexo é um presente de Deus para os casais casados (Gênesis 2:24) dado para a procriação (Gênesis 1:28) e para o prazer e deleite (Provérbios 5:18, 19; livro de Cantares). Portanto, a relação sexual dentro do contexto do casamento, que envolve segurança, não é pecado.
Sobre a forma de praticar o sexo, a Bíblia apresenta alguns conselhos. Deus, o criador do prazer sexual, projetou nosso corpo para que possa desfrutar da relação da maneira mais prazerosa e saudável.
A Bíblia CONDENA:
1) O sexo anal - 1Co 6:9 (termo “sodomia”). O ânus não possui lubrificação própria e não foi projetado pelo Criador para ser penetrado com o pênis, algo doloroso para a grande maioria das mulheres. Especialistas dizem que os músculos dessa região do corpo ficam mais fracos, causando dificuldades para segurar as fezes. Além disso, as bactérias anais, quando entram em contato com a vagina durante a penetração vaginal, produzem infecções, e bem desagradáveis. O corpo é o templo do Espírito Santo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20), ou seja, SAGRADO. Não deve sofrer lesões e precisa ser cuidado para que qualquer tipo de infecção não prejudique seu bom funcionamento.
2) Sexo durante o período menstrual - Lv 18:20. As paredes vaginais ficam sensíveis durante o período menstrual e a penetração pode causar maiores sangramentos. Algumas mulheres que têm grande vontade de fazer sexo nesse período optam por ser acariciadas manualmente pelo marido quando há uma pequena pausa na menstruação. Outras, inclusive os maridos, não suportam nem pensar em tal possibilidade de satisfação.
Para mais informações sobre práticas sexuais ilícitas, ler todo o capítulo 18 de Levítico.
A Bíblia NÃO SE POSICIONA:
1) Sobre o sexo oral - os especialistas cristãos diferem em seus pontos de vista sobre este assunto. Alguns acham que não há problemas em o casal fazer carícias orais antes da penetração se ambos forem pessoas saudáveis. Outros acreditam que os tecidos bucais não são resistentes às bactérias genitais e, portanto, não recomendam.
2) Sobre o tipo de posição que o casal pode adotar ao fazer sexo.
1 Coríntios 7:3-5 apresenta orientações que podem ajudar o casal a decidir sobre como dar prazer ao outro (o sexo não pode ser egoísta):
a) Verso 3 - cada um deve conceder aquilo que é devido à pessoa amada. Marido e mulher precisam entrar num consenso ao expor a forma como gostariam de ser acariciados (com carícias orais ou não).
b) Verso 4 - tanto um quanto o outro têm o dever de satisfazer o desejo sexual do outro, quando houver condições físicas e psicológicas para isso, é claro.$
c) Verso 5 - marido e mulher não devem ficar muito tempo sem fazer sexo porque satanás pode aproveitar a situação e colocar outra pessoa no caminho.
Concluindo: o casal cristão não deve praticar aquilo que Deus condena na Bíblia e, sobre aquilo que não foi relevado, ambos precisam dialogar e decidir JUNTOS, considerando o princípio de Romanos 14:22, 23. JAMAIS o cônjuge deve ser pressionado ou obrigado a fazer aquilo que não quer, pois não respeitar a sensibilidade e a consciência moral do outro se constitui em GRAVE pecado.
(Leandro Soares de Quadros, para o Advir)
Terça-feira, Maio 12, 2009
Repetimos a história passada?
Maria nasceu no interior, a mais velha de cinco filhos. A mãe cuidava da casa, o pai empregado numa fazenda tinha problemas com a bebida. Tinha a doença chamada “alcoolismo”. De cada cem pessoas que ingerem bebidas alcoólicas, cerca de 14 não controlam a quantidade ingerida e bebem até cair. Para esses, a solução é a abstinência total de álcool. Cerca de 10% da população mundial sofre de alcoolismo. O pai de Maria piorou na bebida, agredindo filhos e esposa, e um dia declarou que sua mulher teria que ir embora. Maria o odiava e se referia a ele como “bêbado malvado”. Ela ia para um canto da casa, nos seus oito anos de idade, tremendo de medo ao ver o pai chutando os irmãos e gritando com a mãe dela. Quando ele berrou que a esposa sairia de casa, as crianças se agarraram na saia dela, suplicando para não ir. Ela saiu, ameaçada pela violência do marido.
Algumas crianças foram morar com parentes e Maria ficou com o pai, crescendo cheia de amargura e ódio por ele, pelo que ele havia feito com a família. Com 20 anos de idade, casou-se e ficou anos sem notícias dele. Um dia ele apareceu procurando por ela. Ele estava mudado. Havia recebido ajuda emocional e espiritual e procurava cada filho buscando reconciliação. Maria havia jurado que não falaria com ele. Não usava mais a palavra “pai”, referindo-se a ele como “aquele cara”. Ela não queria reconciliação. Queria distância dele. Havia tomado a decisão de não ser igual a ele no lidar com os filhos. Ela tinha três filhos agora. Só que lidava com eles de maneira ditatorial, agredindo-os com palavras duras, tão dolorosas quanto às de seu pai no passado. Ela não percebia isso. Ou não queria perceber. Nunca perdoava, nunca pedia perdão. Implicava com Teresa, sua filha do meio, gerando nela revolta e rebeldia.
Na adolescência, Teresa se envolveu com drogas e a mãe a expulsou de casa. Alguns filhos do meio têm problemas emocionais complicados porque o mais velho recebe afeto especial por ser o primeiro e o mais novo por ser o caçula. O do meio fica meio perdido. Após um casamento complicado com um dependente químico, Teresa teve José que, ao chegar à adolescência, não aguentava mais as implicâncias da mãe porque ele usava cabelo comprido, óculos escuros o tempo todo e não comia carne. E ela que tinha sido hippie! Ela não controlava a irritabilidade exagerada e detonava com o jovem filho adolescente.
Aos 18 anos José se juntou com uma mulher mais velha que ele dez anos. Está na moda isso? É sintoma de algo? Estão copiando alguma novela? Se separou dela oito meses depois, dizendo que ela implicava demais com ele. Igual à mãe dele? É possível casar com alguém bem diferente do pai ou mãe em termos de personalidade? No segundo relacionamento de José, a mulher sofria porque, dizia ela, ele ficava facilmente irritado e a destratava com palavras duras, embora não a agredisse fisicamente como o avô fazia com os filhos e a esposa. A repetição do comportamento entre gerações nem sempre ocorre igualzinho.
O pai de Maria, Maria mesmo, a filha Teresa, o filho José, cada geração repetindo o mesmo comportamento emocional, com diferenças, mas o mesmo problema central: amargura, rispidez, abuso verbal. Parece um defeito no DNA passado geneticamente. Mas, felizmente, a genética não explica tudo. Ela não determina inevitavelmente nosso comportamento. Existe o aprendizado, a escolha, a capacidade de raciocínio, o livre-arbítrio, e é isso o que pode levar a neutralizar as tendências hereditárias genéticas para doenças do comportamento.
Repetimos a história do passado? Sim e não. Sim, pelo poder da influência genética e cópia do modelo observado durante a infância dos adultos com quem a criança viveu. Não, porque a genética não obriga indivíduos a, inevitavelmente, repetir os mesmos comportamentos. Se assim fosse, por exemplo, todo filho de alcoólico teria que ser alcoólico. Embora, é verdade, a ciência tenha comprovado que filhos de pais com alguma compulsão têm maiores chances de desenvolver compulsão, comparados com filhos de pais sem compulsão.
Evitar repetir a história ruim do passado requer (1) lembrar dela, ao invés de fugir dela como se nada de ruim tivesse ocorrido; (2) observar com sinceridade e honestidade o próprio comportamento para ver se e como ocorre a repetição de atitudes desagradáveis que você jurava que nunca teria; (3) ao perceber seu comportamento destrutivo herdado e cultivado, decidir lutar para mudá-lo por ver que ele está destruindo relacionamentos; e (4) agir, fazer, atuar, treinar conscientemente o novo comportamento saudável. Você muda quando você muda. As pessoas ao nosso redor (filhos, marido, esposa, esposo, etc.) não têm culpa dos problemas do nosso passado. Não temos o direito de infernizar a vida delas por causa de nossas neuroses. Tem jeito. O pai de Maria teve jeito.
(Cesar Vasconcellos de Souza, www.portalnatural.com.br)
Segunda-feira, Março 02, 2009
Amores perigosos
Seria correto continuar uma relação que já está capenga apenas porque o(a) outro(a) não aceita o fim e ameaça acabar com a própria vida? É melhor continuar a relação para evitar uma tragédia?Gostaria de destacar a diferença entre namoro, noivado e casamento. Se a pessoa está casada, de acordo com o que Jesus diz em Mateus 19, não deveria mesmo separar-se. Ele disse: “Aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem.” É fato conhecido que, de acordo com a Bíblia, quando um casal mantém relação sexual está unido por Deus, tornando-se uma só carne. Aos olhos dEle, essa união só pode ser substituída por outra em caso de adultério ou morte do cônjuge. E se não houve adultério, não deveria haver separação e novo casamento. Em geral, pode-se dizer que, neste caso, a relação deveria continuar independentemente de a pessoa ameaçar com o suicídio ou não.
Mas existem alguns casos (raros), quando estão envolvidas ameaças contra a vida ou mesmo abuso sexual de filhos, em que a separação poderia ser uma alternativa menos pior (só Deus o sabe). De qualquer modo, uma ameaça de suicídio não deveria ser razão apropriada para se reatar uma relação.
Falando especificamente sobre o rompimento de um namoro ou noivado, se houver a ameaça de suicídio, essa pode ser até mais uma razão para confirmar que a relação não deveria mesmo continuar. Não se trata de falta de amor cristão. É que casamento, namoro ou noivado não é psicoterapia, e uma casa não é consultório psiquiátrico. Uma pessoa que ameaça com o suicídio precisa de atenção profissional, e isto o ex-namorado(a) ou ex-noivo(a) não pode dar, ainda que seja profissional da área de saúde mental.
Quem está fazendo a ameaça de suicídio deve ser encaminhada(o) a um psiquiatra ou psicólogo e fazer terapia, receber cuidados. E se for blefe? Bem, se está blefando desse modo mesmo antes de se casar, utilizado-se desse tipo de chantagem emocional, imagine depois! A outra pessoa fica imaginando que em caso de morte pode se sentir culpada pelo resto da vida, e assim pode acabar tomando uma decisão errada para se livrar da culpa. Mas a relação nunca vai ser normal. Se continuar, a culpa sempre vai ser utilizada para manipular o cônjuge, quando o verdadeiro motivador de uma união deveria ser o amor. Então, se uma pessoa ameaça se matar por causa do rompimento de uma relação, ou está doente e precisa de tratamento, ou é extremamente manipuladora e, nesse caso, é mais um importante indicador de que a relação tinha mesmo que terminar. Sujeitar-se a esse tipo de chantagem é permanecer nas mãos de outra pessoa e perder a liberdade.
Namoro não é terapia e também não é evangelismo. Tem gente que pensa que se terminar um namoro a outra pessoa pode se perder, ou seja, abandonar a Deus! Por acaso você está pensando que é o(a) salvador(a) ou o Espírito Santo? Ninguém vai conseguir levar ao outro para o Céu “de arrasto”... Existem ainda outras pessoas que se imaginam terapeutas do amor e então supõem que podem resolver traumas, carências ou transtornos mentais do outro por meio do namoro, mas acabam enterrando a vida em um relacionamento doentio e que será fonte constante de sofrimento. No dizer de Ellen G. White, perdem a felicidade nesta vida e ainda correm o risco de perder a vida eterna! (O Lar Adventista, p. 63, 70, 72).
Namoro também não é obra de misericórdia. Não se deve casar por pena, para ajudar ou até livrar o outro da morte. A gente pode ter pena e ajudar a livrar outros da morte sem namorar ou casar. Casamento é coisa séria demais para que seja consumado por esse tipo de motivação. Quem se casa para fazer um favor ou para “ajudar” alguém vai passar o resto da vida sentindo que o outro lhe deve algum favor, e, mesmo inconscientemente, vai acabar cobrando o seu preço, ainda que não esteja completamente consciente disso. E o outro não vai suportar viver sendo cobrado. Essa relação vai estar sempre desequilibrada e a felicidade não será completa.
De acordo com Ellen G. White (O Lar Adventista, p. 43), casar-se sem amor é definitivamente pecado. Deus não aprova esse tipo de relação, por mais piedosa que possa parecer a motivação. Então, se o outro está ameaçando se matar caso o relacionamento não seja reatado, comunique isso aos familiares dessa pessoa para que procurem ajuda, e afaste-se logo, para não ficar dando falsas esperanças. E faça isso o quanto antes. Você não será responsável pelas escolhas ou desequilíbrio mental do outro.
Agora, se isso está realmente acontecendo com você, antes de encerrar, eu gostaria de fazer algumas perguntas que exigem respostas bem honestas: Como foi esse namoro? Que tipo de relacionamento e intimidade vocês tinham? Houve algum tipo de intimidade física que produziu um senso indevido de pertencimento, posse ou propriedade? Houve alguma promessa de compromisso futuro para se conseguir liberdades físicas ou sexuais que não eram apropriadas para o período de namoro? Depois que se conseguiu isso, um agiu com desprezo como se o(a) outro(a) fosse apenas mais um pedaço de carne à disposição do seu prazer?
É bom que você saiba que brincar com corações é crime grave aos olhos de Deus (O Lar Adventista, p. 57). Quando alguém brinca com os sentimentos de um ser humano criado à imagem de Deus, está brincando com o próprio Criador, e terá que prestar contas a Ele. Paulo diz em 1 Tessalonicenses 4:6-8: “Neste assunto, ninguém prejudique seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Portanto, aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus, que lhes dá o seu Espírito Santo.”
Então, caso algum erro tenha sido cometido neste assunto, é necessário pedir perdão a Deus e à pessoa que foi humilhada e desvalorizada. Mas se é você que está sofrendo esse tipo de humilhação e rejeição, apegue-se com Deus e confesse sua fraqueza, por ter cedido às tentações. Ele tem poder de reconstruir aquilo que foi destruído dentro de você. Ele é tanto o Criador quanto o Restaurador e Redentor. Mas lembre-se, de qualquer modo, não valeria a pena casar-se com uma pessoa que trata outro ser humano do modo como você foi tratado(a).
(Marcos Faiock Bomfim, apresentador do programa “Novo Tempo em Família” da Rede Novo Tempo de Rádio e diretor do Ministério da Família e Mordomia Cristã da USB)
Terça-feira, Janeiro 27, 2009
Conheça os fatores que causam divórcio
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE divulgou pesquisa sobre o aumento no número de divórcios e casamentos entre 1984 e 2007. De acordo com a pesquisa, foi constatado que a taxa de divórcios no país subiu 200%. Entre 2006 e 2007, o número de casamentos cresceu 2,9% e no ano passado foram concedidos 179.342 divórcios. O matrimônio que antigamente era considerado uma união sagrada, hoje, em muitos casos, é fruto de uma decisão imatura. Um exemplo dessa situação aconteceu no inicio de 2004, quando a cantora Britney Spears se casou com seu colega de infância em uma capela que fica aberta 24 horas por dia, durante o ano todo em Las Vegas. A cantora compareceu vestindo calça jeans e usando boné, e 55 horas depois, o casal tratou de preparar a separação, alegando que a brincadeira foi longe demais. Essa atitude denota falta de maturidade dos casais que, muitas vezes, confundem atração sexual ou paixão com amor e, num ato de impulso, levam a situação ao extremo. As pessoas que são muito conhecidas têm grande poder de influenciar outras pessoas. Tudo o que fazem vira moda e talvez por isso a maioria das pessoas esteja começando a achar que é normal casar e separar.
O grande problema dos relacionamentos modernos é que as pessoas não estão mais pensando com o coração. Agem impulsionados por facilidades como contratar um advogado para resolver ações impensadas.
Alguns fatores que podem influenciar na decisão do divórcio são a falta de paciência entre o casal, que é o grande responsável por brigas e gerador da falta de diálogo, e a acomodação na relação, quando os dois acham que está tudo bem e se esquecem de pequenos detalhes que fazem a diferença, como conversas diárias, fazerem refeições juntos e cultivarem atividades em parceria. Falta de dedicação e de romantismo também podem causar o fim do interesse entre o casal.
(Alexandre Bez é psicólogo especialista em relacionamentos, ansiedade e síndrome do pânico; site Minha Vida)
Quinta-feira, Janeiro 08, 2009
Filhos: manual do proprietário
Certa vez, participando de um encontro, o palestrante fez a seguinte pergunta para uma plateia de pais, todos com mais de 40 anos: Quem dos presentes obedecia aos pais só com um olhar? Absolutamente todos ergueram as mãos. Em seguida veio outra pergunta: Quantos dos que levantaram as mãos têm filhos que fazem a mesma coisa? Imobilidade geral e algumas risadas. Fomos criados com autoritarismo, o que não tem mais espaço atualmente. Mas, hoje, nos perdemos no exercício da autoridade.
Esperamos um redentor que nos console, tranquilize e absolva perante uma realidade que nos entorpece. Procuramos atabalhoadamente a solução sem buscar a compreensão do problema.
Paralisados pelo medo, fazemos o que não devemos: transferimos nossa responsabilidade de educadores para a escola. Buscamos para nossos filhos uma espécie de assistência técnica, como fazemos com os automóveis. Vã tentativa de justificar nossa incompetência.
Filho não nasce com manual de proprietário, infelizmente. Precisamos criar uma ordem moral e íntegra dentro de nós, que, transformada em ação, sirva de exemplo. Nossos filhos são muito observadores e percebem com facilidade quando pregamos uma coisa e fazemos outra. Nossa incoerência é devastadora quando pretendemos educar.
Se nosso objetivo é ser exemplo, não precisamos de professor, guia espiritual, bafômetro, ou qualquer outro instrumento externo. Ao compreendermos nossa incongruência entre o pensar e agir, não estaremos resolvendo apenas nossos próprios desafios, mas ajudando também a solução dos problemas sociais.
Ouvimos muitas vezes pais dizendo que são “amigos” dos filhos. Nossos filhos não querem que sejamos seus amigos, eles já os têm. Querem que sejamos seus pais, seus educadores. Porque amor de pai é diferente. Tem que sinalizar o certo e o errado, não pode ser complacente, tem que dar colo e castigo, alimento para o corpo e para o espírito. Pai sofre junto, faz curativo, fica acordado de madrugada até ouvir o bendito barulho da chave. Pai olha boletim, vai à reunião na escola, fica orgulhoso com o sucesso e triste com o fracasso. Que amigo faz isso?
As férias estão aí. Permaneceremos mais tempo ao lado de nossos filhos. Aproveitemos para resgatar o que perdemos durante a pressa do ano que terminou. Sem regras e sem condicionamentos, porque cada filho tem sua própria história, apenas escutando nosso coração, conheceremos a verdade. E, na verdade, pura e íntegra está a arte de educar que deixa de ser tarefa para se tornar missão.
(Denisa Puggina é cirurgiã-dentista. Fonte: Zero Hora, Porto Alegre, RS, 5/1/2009)
Nota: Deus também age conosco como bom Pai. E ele tem, sim, um Manual do Proprietário, a Bíblia Sagrada. Cabe a nós lermos suas páginas todos os dias.
Terça-feira, Novembro 11, 2008
Família e desempenho escolar
O contexto familiar é responsável por 70% do desempenho escolar de um estudante, restando à escola e suas condições interferir, positiva ou negativamente, nos 30% restantes. A conclusão surgiu de uma revisão da literatura sobre desempenho escolar existente no Brasil realizada pela Fundação Itaú Social. O objetivo do trabalho foi orientar gestores a definir políticas públicas na área, tendo como base as evidências que aparecem nas pesquisas acadêmicas, esclarecendo resultados que, isolados, são muitas vezes conflitantes. “Todas as pesquisas analisadas, nacionais e internacionais, mostram que a maior parte do desempenho escolar é explicada pelas características familiares do aluno. A educação é realmente um bem transmitido de geração para geração, tanto a boa quanto a má educação”, explica Fabiana de Felício, responsável pelo estudo no Itaú Social e consultora do Ministério da Educação (MEC). “São fatores principais o nível de escolaridade do pai e da mãe, a renda familiar, o tipo de moradia e o acesso a bens culturais. Todo o resto acaba sendo derivado disso.”Segundo a pesquisadora, os levantamentos - feitos tendo como parâmetro os resultados em avaliações nacionais do MEC e os índices de aprovação e evasão - mostram que o aluno já chega à escola com diferenças que fazem com que ele tenha resultados maiores ou menores. Ou seja, sua condição e estrutura familiar já o colocam em vantagem ou desvantagem desde o início do ensino fundamental.
(Yahoo Notícias)
Colaboração: Francis Giovanella Valle
Quinta-feira, Novembro 06, 2008
Fase de “lua-de-mel” dura dois anos e meio
Uma pesquisa britânica afirma que o período em que um casal parece viver em “lua-de-mel” dura dois anos, seis meses e 25 dias depois do casamento. Segundo o estudo, conduzido pelo instituto britânico de pesquisas globais pela internet One Poll, é neste ponto de um casamento considerado normal que homens e mulheres começam a encarar o relacionamento como algo completamente garantido. O estudo, que analisou 5 mil casais, afirma que, depois do segundo aniversário de casamento, o casal tem mais possibilidades de descuidos como deixar meias e roupas de baixo espalhadas pela casa, ficar sem maquiagem ou se apoderar do controle remoto. No terceiro aniversário de casamento, 83% dos pesquisados afirmaram que já não se importavam mais em celebrar a data da união. “Pesquisamos casais que estão juntos há mais de dez anos para ver como eles enxergam a relação atual”, afirmou John Sewell, porta-voz da One Poll. “Pode parecer que eles estão presos na rotina e, apesar de eles ainda se amarem, estão um pouco confortáveis demais na presença um do outro”, acrescentou.
A pesquisa afirma que sete em cada dez homens admitem que se sentem tão confortáveis com a esposa que, freqüentemente, deixam meias, roupas de baixo e roupas sujas pela casa. Dois terços das pesquisadas afirmaram que nunca se esforçam para se vestir e parecer bem para seus parceiros e 54% nem usam maquiagem para o marido.
Na verdade, 61% das mulheres admitem que a primeira coisa que fazem quando chegam em casa do trabalho é trocar saias e saltos por uma roupa confortável como um pijama ou calças de abrigo.
E, de acordo com a pesquisa, 75% dos casais não abrem mão da posse do controle remoto, mesmo quando o parceiro pede gentilmente.
Mas, apesar de todos os “maus hábitos”, 61% dos pesquisados admitem que ainda conseguem lembrar carinhosamente do momento em que viram o parceiro ou parceira pela primeira vez. ...
A lista de “maus hábitos” não se restringe a problemas domésticos. Durante os primeiros meses de casamento, 83% dos casais andavam de mãos dadas pela rua. Depois de alguns anos, apenas 38% fazem isso. Cerca de 70% dos pesquisados afirmam que gestos como comprar flores, servir o café na cama ou abrir a porta do carro já não são mais comuns depois do segundo ano de casamento.
Os casais se abraçavam ou trocavam carinhos mais de oito vezes por dia antes do primeiro aniversário de casamento, comparados com cinco vezes ou menos depois.
Desde o casamento, 60% dos pesquisados afirmam que não foram surpreendidos com uma noite romântica fora de casa. Outros 43% não tomaram café da manhã na cama juntos desde a união.
(BBC Brasil)
Nota: as demonstrações de carinho tão comuns no namoro e nos primeiros anos do casamento deveriam prosseguir por toda a vida. Isso é um dos ingredientes da felicidade a dois e da satisfação na vida conjugal. Há muito tempo, a Bíblia já ensinava:
“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente” (Provérbios 5:17-19).
“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol” (Eclesiastes 9:9).
“Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência” (1 Coríntios 7:5).
“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela” (Efésios 5:25).
Sexta-feira, Outubro 03, 2008
Confiança da mãe aumenta auto-estima da filha
Mais de 3 mil crianças nascidas em 1970 foram analisadas pela Universidade de Londres. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na mais recente edição da revista New Scientist. No estudo, as mães responderam, quando as filhas tinham dez anos, se acreditavam que suas meninas iriam estudar até os 16, 17 ou 18 anos. Por sua vez, aos 30 anos, as filhas foram entrevistadas para avaliar se sentiam confiança nos rumos de suas próprias vidas. Os pesquisadores descobriram que as filhas das mães que disseram que as filhas iriam estudar até ficarem mais velhas demonstraram mais auto-estima quando adultas. Nenhuma relação semelhante foi descoberta entre mães e filhos.Os pesquisadores descobriram também que a ligação entre a ambição da mãe e a auto-estima da filha esteve presente independentemente de fatores como classe social, estrutura familiar e educação. As famílias incluídas no estudo tiveram em geral mais acesso à educação e menos desvantagens sociais do que a média da população. Por isso, nessas famílias, a importância do apoio da mãe pode ser subestimada, de acordo com os autores do estudo.
Os pesquisadores afirmam que as mães tendem a incentivar mais as filhas do que os filhos a prosseguir no sistema educacional até ficarem mais velhas e a obter sucesso dessa forma – ainda que tenham expectativas semelhantes de sucesso para os filhos de ambos os sexos.
Segundo os pesquisadores, pode ser que as mães valorizem mais a educação das filhas – o que explicaria esse incentivo maior para que elas estudem.
Os estudiosos também dizem acreditar que as filhas podem ter uma tendência de tentar seguir o exemplo de mães que são ambiciosas.
(BBC Brasil)
Terça-feira, Setembro 02, 2008
Relação com o pai e escolha de parceiro
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, revelou que mulheres que tiveram uma boa relação com o pai na infância acabam sendo atraídas por homens parecidos com ele. A pesquisa, publicada na revista Evolution and Human Behaviour, revelou que essa atração não se aplica a mulheres que não tiveram uma boa relação com a figura paterna. Até então acreditava-se que a escolha de parceiros parecidos com os pais era ligada ao fato de estes serem as primeiras pessoas que conhecemos quando nascemos. Para os pesquisadores, o estudo mostrou que há componentes emocionais envolvidos nesse processo.As participantes do estudo foram submetidas a um teste em que tinham de selecionar fotos de homens que as atraíam. Em seguida, respondiam a um questionário sobre a relação com os pais.
A equipe de pesquisadores comparou, então, o tamanho do nariz e a largura dos lábios dos homens das fotos com as dos pais das participantes, e concluiu que mulheres que gostavam dos pais optaram por homens parecidos com eles.
Esta é a primeira vez que uma pesquisa usa medidas do rosto para avaliar a atração entre as pessoas.
A líder da pesquisa, Lynda Boothroyd, disse que as descobertas vão contribuir para o entendimento sobre por quo as pessoas se atraem por um determinado tipo físico.
A pesquisadora ainda acredita que a pesquisa pode ajudar em campos da psicologia, como terapias de casal.
(BBC Brasil)
Domingo, Agosto 24, 2008
Pais ignorantes, filhos que abusam das drogas
Pais que falham em monitorar as atividades de seus filhos em idade escolar e deixam medicamentos controlados em locais de fácil acesso são grandes contribuintes para o abuso de drogas juvenil, de acordo com uma nova pesquisa. O relatório é baseado numa pesquisa que olha para os “pais problema” – que facilitam que seus filhos adolescentes fumem, bebam álcool ou usem drogas ilegais e medicamentos porque não sabem onde seus filhos estão durantes as noites dos dias da semana – falham em deixar os medicamentos controlados fora do alcance e não falam sobre os perigos do abuso de drogas e do álcool.O relatório foi baseado em uma pesquisa conduzida pela Universidade de Columbia, EUA.
Entre as maiores descobertas da pesquisa:
Quase metade dos adolescentes entre 12 e 17 anos disseram que freqüentemente saíam de casa para ficar com os amigos durante os dias da semana, mas apenas 14% dos pais disseram que seus filhos faziam isso.
Um terço dos adolescentes que tinham amigos que abusavam de medicamentos prescritos disseram que seus amigos conseguiram as drogas no armário de remédios em casa e outro terço disse que amigos ou colegas facilmente poderiam fornecê-los.
Um em cada quatro adolescentes disse que sabia que um dos pais de um colega (ou que conheciam um amigo) que fumava maconha e 10% disse que esses pais fumavam maconha com adolescentes.
Pela primeira vez mais adolescentes disseram que drogas farmacêuticas eram mais fáceis de conseguir do que cerveja. A percentagem de adolescentes que considerava as drogas prescritas como a mais fácil aumentou 46% em apenas um ano.
“As crianças estão conseguindo essas drogas em casa ou na casa de amigos, mas há uma tremenda desconexão ou negação com os pais sobre isso”, disse Joseph A. Califano Jr., um dos responsáveis pela pesquisa.
Outra pesquisa também revelou uma grande lacuna entre os comportamentos dos adolescentes e o conhecimento dos pais sobre esses comportamentos. Mais de sete em cada dez adolescentes disse que o estresse na escola era a causa mais importante para esses comportamentos e apenas 7% dos pais reconheceu que essa poderia ser a causa possível para abuso de drogas por parte dos filhos.
Um em cada cinco adolescentes da pesquisa disse que havia abusado de drogas farmacêuticas e 41% consideraram essas drogas mais seguras do que drogas ilegais. Existem mais de 40 medicamentos de prescrição que podem ser usadas dessa maneira.
Uma dica útil seria que os pais fizessem um inventário dos medicamentos prescritos que existem em cada e jogassem fora os vencidos, especialmente sedativos, tranqüilizantes, analgésicos e drogas para déficit de atenção. Os pais também devem considerar fechar com chave quaisquer drogas que possam ser abusadas. ...
"Pergunte a eles [os adolescen$tes] o que eles pensam sobre o que ocorreu com o ator [que faz o Coringa no novo filme do Batman e que morreu de overdose] e ouçam-nos de verdade. Conversas assim fazem a diferença. Você não se deve tentar assustá-los com um longo monólogo, mas sim ter várias conversas mais curtas e não tão amedrontadoras."
(Hypescience)
Sexta-feira, Agosto 08, 2008
TV ligada prejudica desenvolvimento da criança
Um estudo realizado com crianças nos Estados Unidos sugere que a televisão ligada pode prejudicar o desenvolvimento da criança, mesmo que ela não esteja olhando para a tela. Os pesquisadores da Universidade de Massachusetts analisaram 50 crianças com idade entre 1 e 3 anos. As crianças brincaram em um laboratório durante uma hora – metade do tempo com a televisão ligada e metade, desligada. Quando o aparelho estava ligado, sintonizado no programa de auditório Jeopardy!, as crianças olhavam para a tela apenas 5% do tempo – algumas delas apenas por segundos. Apesar disso, os resultados indicaram que, quando a televisão estava ligada, as crianças brincavam por um período mais curto de tempo e se concentravam menos em cada brinquedo. "Por isso, a televisão ao fundo atrapalha o comportamento na hora de brincar em crianças novas, mesmo quando elas prestam pouca atenção à tela", diz o estudo, publicado na revista cientifica Journal of Child Development.
Segundo os pesquisadores, os resultados têm implicações no desenvolvimento cognitivo da criança. "A televisão ligada, como uma fonte de distração em constante mudança, atrapalha os esforços da criança em manter a atenção enquanto está brincando", afirmou Marie Evans Schmidt, que liderou a pesquisa. "Trata-se de um fator de risco crônico que afeta o ambiente da maioria das crianças norte-americanas", disse a pesquisadora.
Schmidt sugere que os pais limitem o tempo de exposição de seus filhos à televisão.
(BBC Brasil)
Domingo, Agosto 03, 2008
Refeição em família afasta meninas das drogas
Fazer as refeições em família pode reduzir o risco de as meninas se envolverem com álcool ou drogas, segundo estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, em famílias que têm pelo menos cinco refeições por semana juntos, as meninas são menos propensas a consumir bebidas alcoólicas e a fumar cigarro comum e maconha até cinco anos mais tarde. A pesquisa avaliou 806 jovens do estado de Minnesota quanto à freqüência das refeições em família e ao uso de drogas, primeiramente no período entre 1998 e 1999, quando tinham 13 anos de idade; e acompanhou as jovens por cinco anos.Com 18 anos de idade, as garotas que tinham cinco ou mais refeições em família por semana tinham menos probabilidade de se envolver com drogas, incluindo bebidas e cigarro. E o mesmo efeito não foi observado entre os rapazes.
"Uma das descobertas-chave que tivemos é para as garotas", disseram os autores. "Descobrimos que garotas com refeições regulares em família têm metade da probabilidade de iniciar o uso de cigarros, álcool e maconha em um período de cinco anos."
Além disso, análises anteriores nos mesmos voluntários indicaram uma associação entre refeições familiares e menor risco de problemas alimentares, principalmente entre as meninas. Outra pesquisa dos mesmos especialistas estabelece essa associação com um menor risco de problemas como violência e abuso de drogas, e de problemas escolares em meninos e meninas.
Enquanto os autores não sabem explicar por que essas refeições em família não mantêm os rapazes longe do álcool e das drogas, eles recomendam que os pais utilizem outras estratégias para os meninos, como conversas breves sobre os riscos do abuso de drogas.
(HealthDay, 23 de julho de 2008)
Colaboração: Cláudio Lima
Domingo, Maio 11, 2008
Exemplo a ser seguido
A vida da atriz Angelina Jolie foi marcada por alguns escândalos no passado. Ele teve relacionamentos conturbados e usou drogas. Mas nunca é tarde para mudar. O nome dela significa “pequeno anjo”, em italiano. E é exatamente isso que ela tem sido para muitas crianças ao redor do mundo. Envolvida há sete anos em trabalhos humanitários, Angelina conta que durante os primeiros dois anos chorava continuamente nas viagens. Hoje, diz que aprendeu a controlar melhor o sentimento de desespero diante de tanta miséria, e que busca meios que viabilizem soluções para os problemas que encontra.
Como embaixadora da boa vontade das Nações Unidas, ela tem percorrido dezenas de países: Chade, Costa Rica, Índia, Paquistão, Líbano, Sudão, Tailândia, Sri Lanka, Tanzânia, Equador, Namíbia, Camboja, Serra Leoa, entre outros. Na foto ao lado, ela está em Nova Délhi, Índia, durante uma visita a crianças refugiadas afegãs.Na foto abaixo, ela abraça um garoto africano de sete anos de idade, traumatizado pelos tantos conflitos tribais que já presenciou. O menino é excessivamente agitado, motivo pelo qual a família o mantém amarrado o tempo todo. Durante a visita, Angelina o tratou com carinho e o abraçou. O menino aquietou-se.
Jolie foi a primeira pessoa a ser agraciada com o título de “Cidadã do Mundo”, conferido pelas Nações Unidas. Ela disse: “Eu não me sinto apenas americana, mas também cidadã do mundo.” Ela também foi escolhida pela revista Time como a segunda mulher mais influente do globo.
Além de emprestar sua imagem e doar seu tempo e dinheiro a refugiados e órfãos, ela procura levar aquilo que vê nas viagens até os líderes mundiais e governantes dos países ricos, propondo soluções e cobrando ações. E dá exemplo. Segundo a Time, Jolie doa um terço de seus rendimentos em prol das causas humanitárias.
Envolver-se tão intensamente em cada projeto humanitário também tem seus riscos. Enquanto visitava Angola juntamente com a Unicef, após a guerra em 2002, a atriz foi contaminada pela malária, chegando quase a perder a audição. Na época, ao comentar o episódio numa entrevista, afirmou: “Existem alguns riscos que são dignos de se correr, porém o medo de riscos é indesculpável. Você tem que defender aquilo em que acredita.”
Noutra entrevista, ela afirma que durante a adolescência era um tanto rebelde, e que não conseguia se imaginar constituindo família algum dia. E acrescenta que a oportunidade de colaborar para uma causa mais nobre mudou toda a sua maneira de enxergar a vida. “O que eu tenho feito tem me dado uma nova perspectiva e me levado a descobrir um outro mundo, de dor e medo. Alcançar o próximo me conduziu a uma vida de significado.”
Certa vez, interrogada por um jornalista sobre suas motivações humanitárias, ela respondeu: “Gostaria que Maddox [filho adotivo] se recordasse de mim não apenas como uma atriz que atuou bem e que por isso ganhou prêmios, mas também como alguém que se preocupou com os outros e que fez, ou que pelo menos tentou, com que o mundo fosse melhor para os outros.”
Segundo a psicóloga Camila Piza, Angelina representa este momento de “ressaca e digestão dos tempos de excesso”, em que questões antes tidas como públicas viram responsabilidade pessoal.
“Uma heroína com os olhos voltados para o mundo real, que ela tenta melhorar com compaixão e bravura. Guerreira e frágil, a diva ambígua constrói, com um velho coração maternal, uma nova família multirracial”, definiu a revista Veja.“Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”, escreveu Érico Veríssimo.
Provavelmente você não tenha tantos recursos ou a influência de uma Angelina Jolie. Mas todos podemos fazer alguma coisa por alguém: por nossa família, por nossos vizinhos, por nossa cidade... Comece 2008 assumindo uma nova postura diante da vida e do semelhante. Faça diferença na vida de alguém e procure seguir os bons exemplos que, graças a Deus, ainda há.
Sexta-feira, Maio 09, 2008
Uma bênção chamada família
Deu na IstoÉ desta semana: "Dependendo do momento que você está atravessando nas suas relações com pais, filhos e cônjuges, você irá gostar mais ou menos dessa idéia, mas a medicina já se rendeu completamente a ela: a sua família está no centro da sua saúde e tem função determinante no seu bem-estar físico e mental a longo prazo. ... Dezenas de estudos recentes têm trazido à tona informações consistentes para assegurar que os laços familiares não são importantes apenas na formação de hábitos saudáveis, como gostar de frutas e legumes ou praticar alguma atividade física, mas também em muitas outras facetas da vida jamais imaginadas. Eles interferem, por exemplo, nos riscos que se corre no trânsito, na idade em que têm início as alterações hormonais da puberdade, na tendência à automedicação, na facilidade para perder ou ganhar peso e até na vulnerabilidade ao câncer. ..."Uma das mais sólidas descobertas é que as crianças que cresceram em um ambiente de acolhimento e segurança emocional em geral são providas de maior senso de integração social e mais capazes de regular o próprio comportamento para manter a saúde do corpo e da mente independentemente do apoio de outras pessoas. A outra constatação, tão sólida quanto a primeira, é que o contrário disso – viver em famílias cujo cotidiano é marcado por episódios de raiva e agressões – torna crianças, adolescentes e adultos vulneráveis a uma ampla gama de males físicos e mentais. Isso vale tanto para ameaças imediatas – como ficar mais desprotegido diante do risco de tornar-se dependente de álcool, tabagismo e outras drogas – quanto para firmar as bases de longo prazo para a expressão de males cardiovasculares e de desordens afetivas, como a depressão e a ansiedade. ...
"As linhas invisíveis que unem a saúde atual e futura de uma pessoa à sua família são ainda mais impressionantes. Quem poderia imaginar, por exemplo, que um ambiente familiar estável e com espaço para expressão das emoções e conflitos pode postergar o início das alterações hormonais que levam à puberdade? Segundo pesquisadores de duas universidades americanas, de Wisconsin e do Arizona, isso é possível e, melhor ainda, pode ser um fator de proteção da juventude. Eles chegaram a essa conclusão depois de observar 277 famílias e seus filhos da infância até o ensino médio. Para os especialistas, a antecipação da puberdade é um conhecido risco para problemas de saúde, como transtornos de humor, gravidez precoce e a exposição a doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV, que em suas formas mais graves pode levar ao câncer de colo de útero. Segundo os pesquisadores, pobreza, conflitos de casal, negatividade e agressões entre pais e filhos podem acelerar esse processo de antecipação. ...

"Muitos estudos também procuram explicar as conseqüências das relações conjugais bem administradas e daquelas mais conturbadas. Um deles foi feito por pesquisadores americanos e do Rio Grande do Sul com jovens casais de Porto Alegre. 'A depressão está associada à má qualidade conjugal. Um problema pode levar ao outro, mas vimos que entre os jovens brasileiros a pobre qualidade da vida conjugal é que abre as portas para a depressão, especialmente nas mulheres', disse à IstoÉ o pesquisador Cody Hollist, da Universidade de Nebraska (EUA). Ele agora está avaliando por que as desavenças prolongadas a dois imprimem sua marca com tanta força na saúde mental. Uma das hipóteses do estudo de Nebraska é que a vida a dois gera um apoio social que ajuda as pessoas a lidar com as contrariedades do dia-a-dia. Inversamente, porém, elevados níveis de stress sem interrupção podem levar à depressão e à ansiedade crônica. ...
"O que esses trabalhos deixam claro, cada um a seu modo, é que, no ambiente familiar, é preciso tomar cuidado para evitar que os mal-entendidos criem raízes, gerem mágoas e afastem as pessoas. Para conseguir isso, não há solução mágica. Pelo contrário, ela é bem palpável, mas depende do comprometimento de todos para criar estratégias que fortaleçam os vínculos. ..."
Nota: Agora imagine um lar com todos os benefícios apontados na matéria e que, ainda por cima e acima de tudo, tem no seu centro a Pessoa mais interessada na harmonia e felicidade das famílias: Jesus. "Deus deseja que nossas famílias sejam símbolos da família do Céu. Conservem pais e filhos em mente este fato cada dia, mantendo entre si relações de membros da família de Deus. Então sua vida será de tal natureza que dará ao mundo uma lição objetiva do que podem ser famílias que amam a Deus e guardam os Seus mandamentos. Cristo será glorificado; Sua paz, graça e amor impregnarão o círculo da família como um precioso perfume" (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 17).[MB]
O segredo da felicidade a dois
Embora fôssemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, pão com ovo... Tudo feito com simplicidade. Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da lua-de-mel para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com os hábitos de mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa.
Olhei para o lado e vi minha esposa, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. E nada!
Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos.
Ao me sentar à mesa de trabalho, sentindo o estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: "Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês"
(Lc 6:31). Disse pra mim mesmo: "O Senhor não precisa dizer mais nada." Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para Neusa. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!
Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase 25 anos de casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor! Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo. Tenho muito a melhorar; tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: "Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela" (Ef 5:25).
O casamento é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer
(Jo 15:5). Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus (que, aliás, não está nos Evangelhos): "É mais feliz quem dá do que quem recebe" (At 20:35). Quando se descobre isso no matrimônio, descobre-se o princípio da felicidade.
Por que muitos casamentos não têm ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o "cada um por si" que vigora. Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Mas pessoas não são descartáveis: e o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.
O mundo precisa do testemunho de casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente.
É preciso declarar todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: "Eu amo você."
Não é fácil dizer isso, às vezes, pois muitas vezes acordo de mal comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo ao Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para amar naquele dia. Recebo de Deus a força do perdão.
Faça isso agora também. Declare seu amor!
Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: se você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case! Fique como está, solteiro mesmo. Mas, se sua intenção é casar para fazer alguém feliz, case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo! O segredo da felicidade é fazer o outro feliz. Quem disse isso foi Aquele que mais entende de felicidade: Jesus.
(Autor desconhecido)
Colaboração: Marily Sales dos Reis
Sobre casamento & amor
Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas.Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe”, cresce a cada dia.
Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Essa paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão... acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.
Esse conceito de amor justifica afirmações do tipo “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”.
Minha impressão é que todas essas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao fim do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com quem celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos... a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.
Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.
Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, conforme idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem-sucedido:
Um casal bem-sucedido é um par de amantes.
Um casal bem-sucedido é um par de amigos.
Um casal bem-sucedido é um par de aliados.
São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A... A de AMOR.
(Ed René Kivitz, com colaboração de Ingrid Oliveira)
Iniciação sexual precoce, arrependimento depois
A proporção de adolescentes que tem iniciado sua vida sexual antes dos 16 anos de idade está aumentando. Estudos anteriores demonstraram que a iniciação sexual antes dos 16 anos de idade muitas vezes é acompanhada de sentimento de culpa.Esses estudos, entretanto, foram realizados anos depois da adolescência, e poderiam refletir um amadurecimento da personalidade individual. Entretanto, estudos que avaliassem esse comportamento durante a adolescência até então não existiam.
Um novo estudo publicado na revista British Medical Journal, conduzido por Daniel Wight e colaboradores, sugere que boa parte dos adolescentes que tiveram suas primeiras experiências sexuais precocemente mais tarde se arrependem, e desejariam que tivessem esperado por mais tempo.
Pesquisadores do MRC Social and Public Health Sciences Unit, em Glasgow, Escócia, avaliaram estudantes com a idade média de 14 anos acerca de suas experiências sexuais, e suas atitudes acerca dessas experiências. Foram avaliados questionários submetidos a 7.395 adolescentes (3.665 meninos e 3.730 meninas).
Cerca de 18% dos meninos e 15% das meninas relataram ter tido experiências heterosexuais, sendo que 60% destes utilizaram métodos de anticoncepcção oral. Cerca de 30% das meninas e 27% dos meninos disseram que a sua experiência sexual ocorreu muito cedo, ou até mesmo não deveria ter acontecido.
Os meninos apresentavam ainda uma característica de arrependimento por terem pressionado suas parceiras, enquanto que as meninas se arrependiam mais de terem cedido à pressão ou de não terem planejado a relação.
Os cientistas concluíram que a educação dos adolescentes e o desenvolvimento de comunicação podem ajudá-los a evitar um ato de que mais tarde eles possam vir a se arrepender, tendo mais controle sobre a vida sexual e diminuindo a pressão e o sentimento de culpa resultantes.
Vale a pena lembrar das palavras do sábio Salomão de que há um tempo certo para tudo. Prática sexual de acordo com a Palavra tem seu momento certo (casamento).
(Psicologia e Sexualidade)
Amor "blinda" casais ao charme alheio
Uma pesquisa da Universidade da Califórnia indicou que pessoas apaixonadas se tornam mais indiferentes aos encantos de pessoas estranhas ao relacionamento. A teoria de que emoções profundas são capazes de "cegar" os casais românticos sugere que o amor tem uma função distinta do desejo em um relacionamento, disseram os cientistas. O experimento, feito em parceria com uma empresa de relacionamentos e divulgado na edição desta quarta-feira da revista New Scientist, envolveu 120 estudantes de ambos os sexos em relacionamentos longos. Cada um recebeu uma foto de uma pessoa bonita, mas desconhecida. Depois os estudantes foram separados em grupos, cada um com uma "tarefa emocional": escrever sobre seu envolvimento amoroso com o parceiro, escrever sobre desejo sexual em relação ao parceiro, ou escrever sobre qualquer tema.
Aqueles que escreveram sobre amor se lembraram de menos detalhes sobre as pessoas das fotos do que os que escreveram sobre os outros temas.
"Mostramos que sentir amor por um parceiro romântico facilita a supressão de pensamentos em parceiros atraentes", escreveram os pesquisadores, em um artigo na revista científica Evolution and Human Behavior.
"O amor, mas não o desejo sexual, resultou em maior compromisso com o parceiro durante o estudo."
"Os resultados sugerem que o amor tem uma função diferente da do desejo, podendo funcionar como um 'mecanismo de compromisso' em um relacionamento."
Os cientistas especulam que este comportamento pode ter evoluído no ser humano para garantir às crias de um casal um cuidado maior. [Sempre a "explicação" darwinista tirada da manga... De qualquer forma, a pesquisa é interessante e mostra que o amor é o melhor antídoto contra a infidelidade e a receita para a felicidade a dois.]
(BBC Brasil)
O que se ensina aos filhos dos lares abastados?
Deu na Época desta semana: "A festa tinha sido regada a álcool e lança-perfume importado da Argentina. Caio Meneghetti Fleury Lombardi, de 19 anos, inebriado com a aprovação para o curso de Direito em Ribeirão Preto, São Paulo, voltava para casa em seu Vectra novo com placa personalizada (CAI0456). Desgovernado, invadiu um posto de gasolina, arrancou uma bomba de combustível, atropelou um frentista e foi reprovado em matérias que os livros não ensinam: a educação e o respeito ao próximo. Caio tentou fugir e acelerou sobre o corpo do frentista, que sentia o óleo quente pingando. O estudante foi retirado à força do carro e levado para a delegacia. Mas tudo não passou de um susto. Para Caio."'O rapaz estava em um carro bom e é de uma família boa.' Assim o delegado Alexandre Daur Filho justificou a decisão de liberar Caio. O jovem aprendiz de advogado por pouco escapou de ser linchado no posto de gasolina. Ele é filho de empresários em Franca, a 100 quilômetros de Ribeirão Preto. A mãe estava na Índia no dia, voltou às pressas e trocou os advogados do filho por um dos maiores e mais caros escritórios de Ribeirão, o Said Halah. O laudo dos peritos revelou que havia 0,85 grama de álcool por litro de sangue de Caio. O limite máximo é 0,60. Isso significa que o estudante estava embriagado, mas consciente. O advogado de Caio prefere outra versão: o estudante teria sido drogado à revelia pelos colegas e estaria inconsciente. Mesmo assim foi liberado como 'sóbrio' pelo delegado e médico de plantão.
"A proliferação, nas ruas, de playboys acima do bem e do mal leva a uma indagação: O que se conversa hoje nos lares abastados? De que adianta ganhar uma fortuna para cercar um filho de mimos como carros, equipamentos de última geração, roupas de grife, viagens ao exterior, antes que ele enfrente a vida real e saiba como deve se conduzir? Bateu? Atropelou? Saia do carro e socorra a vítima, meu filho. Assim funciona a justiça no Brasil. Com dinheiro e sobrenome, você está blindado.
"Havia seis frascos de lança-perfume no carro de Caio. Um frasco sustenta a doideira de um colegiado de jovens durante uma noite na boate. O delegado responsável pelo caso, Luiz Geraldo Dias, diz que, por ele, Caio teria sido preso em flagrante. Por tentativa de homicídio, ao acelerar para passar por cima do frentista. Por tráfico de drogas, 'porque seis frascos não podem ser para uso próprio'. E por expor outros a risco de morte. Foi sorte o acidente não ter provocado explosão. 'Como pode a lei brasileira punir com dois a quatro anos de detenção um crime de trânsito?', pergunta o delegado.
"O Vectra pesa 1.350 quilos. Essa massa desembestada atravessou voando o canteiro da pista principal e derrubou a bomba. Quem viu o acidente diz que Caio não estava a menos de 100 quilômetros por hora. O universitário nem foi ao hospital visitar o frentista Carlos Alaertes Pereira da Silva, de 37 anos. Oferecer assistência seria o mínimo. Carlos nasceu em Goiás, trabalha no Posto Independência Service há seis anos e ganha R$ 1.000 por mês. É casado, tem um filho de 7 anos. Faltavam 25 minutos para acabar seu expediente quando o Vectra jogou seu corpo para o alto como um boneco. Carlos sofreu traumatismo craniano, fratura no rosto, queimaduras nas pernas, no braço, na barriga. Só oito minutos após o acidente, o carro foi retirado de cima do frentista.
"Ainda debaixo do carro, ele virava a cabeça 'ora para a esquerda, ora para a direita', para se desvencilhar das rodas, que continuavam a se mover. Foi o que Carlos contou no hospital. O frentista atropelado não tem dinheiro para pagar advogado. Nem um estagiário, da idade de Caio. Que sonha, um dia, cobrar muito de clientes. Especialmente dos quase indefensáveis, que praticarem delitos como o dele.
(Texto de Ruth de Aquino, redatora-chefe de Época)
Colaboração: Paulo Fernando Carrilho Pereira
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Nota: "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes" (2Tm 3:1-5).
Eu os declaro marido e mulher. Até que se cansem
Apesar de as pessoas continuarem amando, casando e fazendo juras de amor eterno, estatísticas no mundo ocidental revelam que a quantidade de pedidos de divórcio aumenta em uma velocidade maior que a de casamentos realizados, como conseqüência dos novos modelos sociais que impedem que o casal se conheça a fundo e aprenda a conviver em harmonia. Na Espanha, um dos países do mundo ocidental onde a "crise do matrimônio" é mais forte, os 96.700 pedidos de divórcio apresentados nos nove primeiros meses de 2007 superaram a quantidade registrada em 2005, primeiro ano de aplicação da lei do divórcio expresso no país.Os pedidos de separação, cerca de 7.666, caíram 86% no mesmo período. Dados oficiais indicam ainda que a cada cinco divórcios (20,19%), um acontece entre casais casados há menos de cinco anos e quase 27% dos que terminam a relação estavam junto há vinte anos ou mais.
Os números espanhóis revelam a crise de uma instituição cada vez mais questionada por diversos grupos e que leva pessoas marcadas por uma experiência negativa a preferir uma solidão tranqüila a um inferno acompanhado.
A Itália também chama a atenção. As estatísticas mais recentes revelam um divórcio a cada quatro minutos e uma redução no número de casamentos de 32,4% nos últimos 30 anos. Os divórcios aumentaram 66% na última década e a maioria dos rompimentos aconteceu entre o terceiro e o quinto ano de união.
Por trás das frias estatísticas, o casamento costuma revelar-se um elemento oficial alheio ao amor, que atenta contra sua pureza à medida que hipoteca a liberdade e a espontaneidade futuras. E se a tudo isso acrescentarmos o desencanto do momento em que a paixão e o interesse pelo sexo vão embora, se entenderá o porquê do fracasso da união legal.
Os psicólogos avisam que um casamento baseado somente no amor erótico é uma relação de alto risco que cedo ou tarde acaba em divórcio. Nesse tipo de união, procura-se o prazer próprio. A outra pessoa fica como um objeto com características que nos agradam, das quais se quer desfrutar. Os especialistas acreditam que uma relação baseada exclusivamente neste tipo de amor sempre fracassa porque uma hora ou outra o casal descobre que não era nada daquilo que pensavam.
O escritor russo Leon Tolstoi, que sucumbiu a uma difícil relação com sua esposa Sonia, escreveu pouco antes de se casar que "não pode ser que isso (o casamento) acabe com a vida". O autor de Guerra e Paz casou-se profundamente apaixonado por sua esposa moscovita, mas a atração pelo mundo rural e a decisão de renunciar aos alimentos vindo de seres mortos e alimentar-se somente de frutas, verduras e leite, levou o casamento a desentendimentos e a uma convivência impossível.
Tolstoi faleceu em uma estação de trem na qual procurou refúgio após mais uma das discussões que teve com Sonia.
O filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard (1813-1855), precursor do existencialismo, disse que "o desprezo moderno do casamento é motivado pelo medo de que se possa chegar a um momento em que se perca o gozo do presente. Desta forma a união fica neutralizada pela covardia e pelo egoísmo".
Para a Igreja Católica, as crianças são as principais vítimas da mudança de modelo social que proporcionou o aumento do número de divórcios e da existência de famílias em que somente um dos pais está presente. Muitas crianças lamentam não ter um confidente que não seja exclusivamente um pai ou uma mãe a quem confiar suas aflições, inquietações e problemas em relação ao despertar sexual.
Um estudo publicado pelo jornal The Washington Post, a partir de um documento da Universidade Estadual de Michigan, revela que o divórcio é prejudicial não somente à saúde, mas também ao meio ambiente, já que casais que separados consomem mais água e energia que quando viviam juntos.
Pesquisadores calcularam que, em 2005, famílias americanas separadas consumiram até 61% mais recursos por pessoa que antes do divórcio, ao gastarem 46% mais em eletricidade e 56% mais com água.
O relatório também revela que se casais divorciados tivessem permanecido juntos em 2005, os EUA teriam economizado 73 bilhões de quilowatts/hora de eletricidade e 2,370 bilhões de litros de água nesse ano.
Talvez tudo isso seja conseqüência do estado depressivo comum ao final de um relacionamento. Estudos revelam que os homens são mais frágeis ao divórcio e os que mais se afundam na depressão. ...
[Na] Áustria, onde metade dos casamentos acaba em divórcio. Somente em Viena, este número chegou a 65%.
(Yahoo Notícias)
Colaboração: Thiago Leal
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